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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Empreendedorismo social no Brasil e na França

por Jacqueline Liao

Empreendedorismo social ainda é um tema pouco conhecido entre os jovens não só brasileiros, como também de países desenvolvidos. Aos poucos, ele vem ganhando mais atenção dessa parcela da população, porque a mídia começa a dar mais destaque a esse tema e também porque organizações desse setor começam a adquirir maior maturidade.

A Artemisia organiza desde o ano passado o movimento CHOICE, que realizou a primeira conferência de negócios sociais, uma competição para estudantes elaborarem estratégias para um negócio social na Argentina a ser replicada no Brasil (Choice Competition) e está indo para a terceira edição do programa de embaixadores, em que universitários são selecionados para cocriar o movimento.  “O programa de embaixadores surgiu devido a um interesse crescente sobre o tema nas universidades” afirma a analista do programa de embaixadores, Priscila Datri.

Apesar de o empreendedorismo social estar chegando às universidades brasileiras, ele ainda é um tema de nicho, porque muitas vezes – mas nem sempre - as instituições, principalmente as escolas de negócio, focam-se mais em formar um profissional para trabalhar numa grande empresa e, no caso das universidades públicas, elas são bastante voltadas para o meio acadêmico.

Em países como a França, por exemplo, já existem linhas de pesquisa e projetos pilotos de empreendedorismo social em algumas faculdades, como HEC e ESSEC. Entretanto, na maioria das faculdades, fora algumas disciplinas optativas na grade curricular, o assunto é um tanto marginal.

“Infelizmente na França nós somos bastante ‘old school’ e o empreendedorismo social ainda é visto como parte do terceiro setor ou ligado à economia social e solidária, nas quais há em sua maioria organizações sem fins lucrativos e não empresas. Por essa razão, algumas faculdades não se interessam tanto pelo tema” afirma a estudante francesa da Institute d’Études Politiques de Paris (Sciences Po) Camille Chouan.

Dessa maneira, é necessário uma certa pró-atividade do aluno francês para conhecer e se envolver nesse assunto e, por isso, alguns dão seus primeiros passos no social business em entidades estudantis, como a Sorbonne Social Innovation Club, da Université Paris-Sorbonne, e o NOISE, da faculdade de negócios parisiense ESCP Europe. Esta última busca fazer “barulho” em relação à inovação social, organizando eventos e realizando consultoria para empreendedores sociais.

Até associações não diretamente ligadas a empreendedorismo social são engajadas, como por exemplo, a COBFI, clube de finanças da Euromed Management, escola de negócios de Marseille. Um dos projetos da entidade é o Micromed, que concede microcrédito para jovens de bairros humildes da cidade e os acompanha ao longo do investimento.

Mesmo nos países desenvolvidos é difícil atrair os jovens para o empreendedorismo social, seja porque o tema ainda não foi plenamente difundido, seja porque eles têm milhares de outras oportunidades de carreira, como no setor empresarial, que é mais atraente pelo seu status e salário.

Ainda assim, os jovens, tanto de países emergentes quanto desenvolvidos, estão começando a se interessar mais, pois é uma geração preocupada com questões socioeconômicas e com uma perspectiva bem mais realista para mudar essa situação. “O que me motiva e o que motiva a maioria dos jovens é a fusão do fim social com mecanismos de negócio” explica Diniz Domingues Conde Júnior, aluno de engenharia da Universidade de São Paulo que se interessa bastante por negócios sociais desde que foi diretor de intercâmbios sociais da AIESEC. “O jovem pode causar uma mudança na sociedade dentro de uma empresa, o que muitas vezes acelera a escala e o poder de impacto dessas organizações se comparada ao terceiro setor”.

Muitos acreditam que o empreendedorismo social pode ser um importante meio para resolver problemas sociais em países emergentes como o Brasil ou uma saída para a crise econômica, nos países desenvolvidos.

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